domingo, 3 de agosto de 2008

Filmes de Julho

Provavelmente o melhor mês para o Cinema do ano, não apenas em quantidade como também em qualidade (dois 5 estrelas!). Infelizmente, enquanto o mês acaba, as aulas começam (leia-se: inferno), então esperem uma abundância dessas só em dezembro (ou janeiro, dependendo da minha situação - que certamente não será boa, aliás). Enfim...


TOTAL: 31 filmes + 1 curta

Wall-E
(Andrew Stanton, 2008) - * * * *
Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights, 2007, Wong Kar-Wai) - * *1/2
Kung Fu Panda (2008, Mark Osborne e John Stevenson) - * * *
A Embriaguez do Sucesso (The Sweet Smell of Success, 1957, Alexander Mackendrick) - * * * *1/2
12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957, Sidney Lumet) - * * *1/2
Hancock (2008, Peter Berg) - * * *
Diário de uma Babá (The Nanny Diaries, 2007, Shari Spring Berman and Robert Pulcini) - * * *
Faca na Água (Nóz w Wodzie, 1962, Roman Polanski) - * * *1/2
A Bela da Tarde (Belle de Jour, 1967, Luis Buñuel) - * * * *1/2
Noites de Lua Cheia (Les Nuits de la Pleine Lune, 1984, Eric Rohmer) - * * *1/2
O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon, 2007, Julian Schnabel) – * * *
Sonata de Outono (Höstsonaten, 1978, Ingmar Bergman) - * *1/2
O Padre e a Moça (1965, Joaquim Pedro de Andrade) - * * * *
O Poeta do Castelo (1959, Joaquim Pedro de Andrade) – * * *1/2 [CURTA]
Ritual dos Sádicos/O Despertar da Besta (1970, José Mojica Marins) – * * * * *
Filme de Amor (2003, Julio Bressane) – * * *1/2
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptamâni si 2 Zile, 2007, Cristian Mungiu) – * *1/2
Jogo de Cena (2007, Eduardo Coutinho) – * * * *
Amantes Constantes (Les Amants Réguliers, 2005, Philippe Garrel) – * * * * *
O Garoto Selvagem (L'Enfant Sauvage, 1970, François Truffaut) - * * *1/2
Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008, Christopher Nolan) – * * *
Juventude (Sommarlek, 1951, Ingmar Bergman) – * * *1/2
O Caçador de Pipas (The Kite Runner, 2007, Marc Forster) – *1/2
Maratona do Amor (Run Fatboy Run, 2007, David Schwimmer - a.k.a. Ross) – * *
/Batman Begins/ (2005, Christopher Nolan) - * *1/2
/Miami Vice/ (2006, Michael Mann) - * * * *1/2
Em Paris (Dans Paris, 2006, Christopher Honoré) – * * *1/2
Dragão Vermelho (Manhunter, 1986, Michael Mann) – * * * *
Gêmeos (Dead Ringers, 1988, David Cronenberg) – * * * *1/2
A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, 2006, Florian henckel von Donnersmarck) - * *
Brazil (1985, Terry Gilliam) – * * * *
O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro, 2004, Hayao Miyazaki) - * * *1/2

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Hancock

(2008, Peter Berg)



Peter Berg, taí um nome que merece atenção. Ano passado nos entregou O Reino, bom filme, muito subestimado, mesmo que imperfeito, mas que já possuía o grande mérito de saber se utilizar com sucesso da câmera na mão, algo muito raro de acontecer, ainda mais depois que o estilo virou moda. Muito provável que a influência venha de Michael Mann, seu amigo próximo e produtor de seus filmes (e em Hancock faz uma ponta, como um executivo), mas creio que Berg não é um mero aprendiz do cineasta da obra-prima Miami Vice, prova disso é a série criada por ele, Friday Night Lights, que, pelo pouco que já vi, parece sim ter bastante qualidade: uma narrativa que parece seguir os padrões clássicos norte-americano, com conflitos humanos apresentados de modo muito sólido e seguro, mas com uma estética moderna (de novo a câmera na mão). E Hancock talvez seja até agora seu projeto mais ambicioso e excessivo, e bastante irregular também (quando chegar a fazer um filme todo redondo, terá grandes chances de ser um filmaço).

De qualquer modo, apesar de seus defeitos, apenas sua proposta extremamente ousada já seria suficiente parece ganhar maior destaque em relação aos demais blockbusters: Hancock quebra toda aquela mitologia feita ao redor de super-heróis, entregando-nos um protagonista odiado por todos, bêbado e vagabundo. Também não é baseado em nenhuma HQ, o que o aproxima de Jumper, mas o lado politicamente incorreto torna Hancock infinitamente superior ao filme de Doug Liman (que, apesar de ser fraquinho, não é nem de longe a bomba anunciada por alguns). Se fosse todo feito nos moldes da exelente primeira parte, quando se comporta de um modo mais anárquico, sem se prender a uma premissa básica, fornecendo uma sucessão de piadas estridentes, cenas de ação exageradíssimas e efeitos especiais inflados (o que, aqui, não chega a ser irritante – pelo contrário, é justamente esse exagero que torna Hancock delicioso), seria algo genial, mas é após sua primeira metade que o filme perde o rumo.

O problema é que Hancock, depois de uma certa reviravolta, parece querer ser levado a sério, mas é raso demais para apresentar uma estrutura dramática mais sólida, profunda. O filme que até então renegava a filosofia dos quadrinhos, parace adota-la, construindo a previsível figura do herói “humano”, frágil, solitário. Até vilão aparece! E, pior, do modo mais forçado possível.

Pra quem já prestou atenção nas características do cinema de Berg (na verdade, especialmente na sua já citada série), talvez não vá se surpreender com esse rumo mais “sério” que o filme toma. Até aquelas seqüências musicadas sentimentalistas (e não digo isso no sentido pejorativo) presentes em Friday Nights (e em O Reino, até onde me lembro, mas em menor número) aparecem em Hancock, só que de um modo forçado. O que o filme talvez represente é um cineasta ainda em formação, experimentando novos caminhos narrativos, ainda sem total segurança. Promete. Ou será que eu sou o único no mundo a se interessar pela sua carreira?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Melhores e Piores do semestre

Lista feita para a votação da Liga dos Blogues. Só pra ressaltar que ela muda a cada minuto, assim como ocorre com 97% dos tops que faço.

MELHORES



01. Não Estou Lá, de Todd Haynes
02. Onde os Fracos Não tem Vez, de Joel e Ethan Coen
03. Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto, de Sidney Lumet
04. Luz Silenciosa, de Carlos Reygadas
05. Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson
06. Fim dos Tempos, de M. Night Shyamalan
07. Paranoid Park, de Gus Van Sant
08. Wall-E, de Andrew Stanton
09. Sweeney Todd, de Tim Burton
10. Cloverfield, de Matt Reeves

PIORES

01. Sex and the City, de Michael Patrick King
02. 10.000 a.c., de Roland Emmerich
03. O Caçador de Pipas, de Marc Forster
04. Elizabeth: A Era de Ouro, de Shekar Kapur
05. 2 Dias em Paris, de Julie Delpy

E infelizmente eu me esqueci de Vantage Point! Entraria no lugar de 2 Dias em Paris, apesar do filme da Delpy merecer (que porre, ein?).

sábado, 26 de julho de 2008

Avant la Haine



Cena perfeita em um belo e muito subestimado filme.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Batman - O Cavaleiro das Trevas

(The Dark Knight, 2007, Christopher Nolan)



Pertenço ao grupo dos que ficaram no meio termo, logo em um filme que praticamente despertou só opiniões extremas. Já vi alguns que não gostaram, mas certamente o grupo dos que amaram, que consideram a melhor adaptação de uma HQ de todos os tempos, que ficam fazendo campanha para que Ledger ganhe o Oscar, são muito mais numerosos (é só ver o top do IMDB). Sinceramente, escrevo sobre esse novo filme do Batman apenas para não deixar passar em branco, porque já tô um pouco cansando da ovação e das discussões em torno. Respeito a opinião dos que gostam (ei, mas eu gostei! Só não tanto...), mas algumas reações me parecem até surreais, de um exagero enorme.

O que achei mais curioso é fato de ser um filme dos coadjuvantes. Christian Bale é/está péssimo, sem o menor carisma (e toda a complexidade do protagonista parece não funcionar tanto devido justamente a isso, ao meu ver), enquanto Heath Ledger, merecedor de todos os elogios, brilhante mesmo e Aaron Eckhart, ator que gosto muito, em bela performance, se mostram muito mais interessantes (assim como seus personagens - a transformação em que esse segundo passa me parece muito crível, sim). O conflito em si existente entre tais personagens é sem dúvida intenso, especialmente em seu terceiro ato, que acho todo bem bom (as cenas do navio, principalmente). Mas só isso não é o suficiente para tanto ôba-ôba em torno, até porque existem coisas que realmente me incomodo.

Uma delas são os diálogos. Alguns embates verbais funcionam, mas a maioria é feita de didatismos e frases feitas que poderiam estar no blockbuster mais vagabundo (não fica muito atrás daquela hilária versão supostamente escrita pelo Michael Bay), mas, não sei, talvez seja culpa daquela voz grossa que o Bale faz quando está disfarçado, que acaba virando auto-paródia. Outro ponto é que Christopher Nolan continua sendo pra mim só um cineasta muito medíocre. Realmente não entendo o hype que gira em torno de sua figura (ok, em relação a Amnésia eu até compreendo, um filme com uma proposta inovadora - e acho fraco justamente porque acho que não passa disso mesmo -, mas não com seus trabalhos posteriores). Muitos o elogiam por ser sóbrio, mas pra mim parece apenas insosso, sem expressão. Cita Michael Mann e Francis Coppola (?!?!), mas tecnicamente esse O Cavaleiro das Trevas só me soa no máximo ordinário. Me parece também muito equivocado essa auto-importância contida aqui, é totalmente inflado, megalomaniaco mesmo.

E pra encerrar, mais uma ênfase em Heath Ledger e Aaron Eckhart, bens o suficiente para colocar o filme em um outro patamar (apesar de ter outras coisas interessantes, como já disse). Ah, e outra ênfase em Ledger.

domingo, 20 de julho de 2008

Ah...

sábado, 19 de julho de 2008

Encarnação do Demônio



Repara só como ele sente a música (e na cara que ele faz por volta de 5:21, impagável)! Um verdadeiro artista.