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domingo, 24 de maio de 2009

Cannes 2009: Resultados


O primeiro sorriso a gente nunca esquece

Agora Michael Haneke pode morrer feliz. O diretor, que antes já havia ganho o prêmio de Melhor de Diretor por Caché, em 2005, e que também levou o Grande Prêmio do Júri em 2001 por A Professora de Piano, finalmente conseguiu receber o prêmio máximo, com Das Weisse Band ("The White Ribbon", em inglês), que fala sobre a vida de um pequeno vilarejo no período pré-1ª Guerra Mundial. Para mim foi uma surpresa, já que ontem o filme já havia ganho o prêmio da crítica e não acreditaria que a escolha do júri fosse a mesma, além de que o favorito, segundo muitos, era The Time That Remains (como falei no post anterior), do Elia Suleiman, que acabou ficando de mãos vazias. Aliás, é um prêmio meio suspeito (apesar de não duvidar da qualidade da obra - gosto do Haneke), já que a presidente do júri, Isabelle Huppert, é admiradora do cineasta e já trabalhou com ele em dois filmes (ganhando inclusive Melhor Atriz em Cannes por A Professora de Piano).

Em relação às outras categorias, outras surpresas, como o filipino Brillante Mendonza ganhando Melhor Diretor pelo filme Kinatay, que pelo visto dividiu opiniões, e o prêmio de roteiro para o chinês Spring Fever, filme banido em seu país de origem, menos cotado no meio de tantos figurões. Charlotte Gainsbourg acabou ganhando Melhor Atriz pelo mais polêmico da temporada, O Anticristo, do Lars Von Trier, enquanto o novo filme do Tarantino, Bastardos Inglórios, levou o de Melhor Ator, para Christopehr Waltz, elogiadíssimo. O Prêmio do Juri foi dividido entre Park Chan-Wook, por Thirst, e Andrea Arnold, por Fish Tank, que havia sido premiada por seu filme anterior (e primeiro, se não me engano), Red Road. Já o Grande Prêmio ficou com um dos trabalhos mais elogiados do festival, Un Prophéte, de Michael Audiard, diretor que eu desconhecia. Alain Resnais, com seus quase 90 anos de idade, não podia ser esquecido, recebendo um prêmio especial. Abaixo, um trecho de Das Weisse Band:

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cannes 2009



Há um ano escrevi um post comunicando sobre os indicados à Palma de Ouro de 2008 e repito o feito esse ano. Muitos nomes de interesse na lista, como o novo do Tarantino (Inglorious Bastards - que surpresa!), Resnais (Les herbes folles), Ang Le (Taking Woodstock) Haneke (Das Weisse Band), Johnnie To (Vengeance), Almodovar (Los Abrazos Rotos - esse não me interessa muito, na verdade), além de Tsai Ming-Liang (Visages, filme feito na França com elenco de peso - Mathieu Almaric, Jeanne Moreau, Fanny Ardant e Jean-Pierre Léaud), Elia Suleiman (The Time that Remains), Gaspar Noé (Soudain le Vide), Ken Loach (Looking for Eric - mas quem liga pra esse?), Marco Bellochio (Vincere), Park Chan-wook (Bakjwi), Von Trier (The Antichrist), mas não me anima tanto como a do ano passado (que tinha Martel, Desplechin, Dardenne, Garrel, Eastwood, etc.). Fora da seleção principal, teremos, no Un Certain Regard, novo trabalho do diretor de O Hospedeiro, Bong Joon Ho, com Mother (por que não na principal?); de Corneliu Porumboiu, romeno cujo último trabalho (À Leste de Bucareste) se tornou um hype meio injustificado, com Politist, Adjectiv; Kore-Eda (Kuki Ningyo), o mesmo de Ninguém Pode Saber, e também o brasileiro Heitor Dhalia, com À Deriva (não boto fé, aliás, mas espero me surpreender). Fora de competição vão ser exibidos ainda o novo Terry Gilliam, The Imaginarium of Doctor Parnassus, e Alejandro Amenábar (Agora), que não dirigia nada desde 2004, quando ganhou o Oscar por Mar Adentro.

Isabelle Huppert será a presidente do Júri, que ainda conta com Asia Argento e James Gray (que, nos EUA, por outro lado...). Para ver a lista completa, clique aqui.