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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Shutter Island



Depois de um tempinho ausentes, a sessão de "notícias" volta para não deixar o blog jogado às moscas (o principal motivo para que eu as tenha criado). O filme em questão, o novo trabalho de Martin Scorsese, baseado em livro de Dennis Lehane (o mesmo de Sobre Meninos e Lobos) e com Di Caprio mais uma vez no elenco, já é, certamente, conhecido de todos, então não vou me alongar muito em detalhes sobre a produção. Coloco Shutter Island em evidência mais porque recentemente seu interessantíssimo trailer foi divulgado (e também porque sempre quis colocar esse poster fodaço aqui no blog). Parece ser um filme bem diferente do que eu imaginava: mais do que um filme policial, Shutter Island parece adentrar mais no terreno do horror (!) psicológico e paranóico. Me lembrou um pouco os filmes B feito nos anos 50, mas isso não é uma surpresa, já que, segundo o Wikipedia, "author Dennis Lehane sought to write a novel that would be a homage to Gothic settings, B movies, and pulp. Lehane described the novel as a hybrid of the works of the Brontë sisters and the 1956 film Invasion of the Body Snatchers". Confio no Marty e acho que pode sair daí um belo exercício de gênero (e não vai pro Oscar, creio).

domingo, 24 de maio de 2009

Cannes 2009: Resultados


O primeiro sorriso a gente nunca esquece

Agora Michael Haneke pode morrer feliz. O diretor, que antes já havia ganho o prêmio de Melhor de Diretor por Caché, em 2005, e que também levou o Grande Prêmio do Júri em 2001 por A Professora de Piano, finalmente conseguiu receber o prêmio máximo, com Das Weisse Band ("The White Ribbon", em inglês), que fala sobre a vida de um pequeno vilarejo no período pré-1ª Guerra Mundial. Para mim foi uma surpresa, já que ontem o filme já havia ganho o prêmio da crítica e não acreditaria que a escolha do júri fosse a mesma, além de que o favorito, segundo muitos, era The Time That Remains (como falei no post anterior), do Elia Suleiman, que acabou ficando de mãos vazias. Aliás, é um prêmio meio suspeito (apesar de não duvidar da qualidade da obra - gosto do Haneke), já que a presidente do júri, Isabelle Huppert, é admiradora do cineasta e já trabalhou com ele em dois filmes (ganhando inclusive Melhor Atriz em Cannes por A Professora de Piano).

Em relação às outras categorias, outras surpresas, como o filipino Brillante Mendonza ganhando Melhor Diretor pelo filme Kinatay, que pelo visto dividiu opiniões, e o prêmio de roteiro para o chinês Spring Fever, filme banido em seu país de origem, menos cotado no meio de tantos figurões. Charlotte Gainsbourg acabou ganhando Melhor Atriz pelo mais polêmico da temporada, O Anticristo, do Lars Von Trier, enquanto o novo filme do Tarantino, Bastardos Inglórios, levou o de Melhor Ator, para Christopehr Waltz, elogiadíssimo. O Prêmio do Juri foi dividido entre Park Chan-Wook, por Thirst, e Andrea Arnold, por Fish Tank, que havia sido premiada por seu filme anterior (e primeiro, se não me engano), Red Road. Já o Grande Prêmio ficou com um dos trabalhos mais elogiados do festival, Un Prophéte, de Michael Audiard, diretor que eu desconhecia. Alain Resnais, com seus quase 90 anos de idade, não podia ser esquecido, recebendo um prêmio especial. Abaixo, um trecho de Das Weisse Band:

sábado, 23 de maio de 2009

Whatever Works



Estava pensando em fazer um post com notícias de Cannes para essa semana, mas como o Festival já termina amanhã, prefiro deixar só para o domingo mesmo (mas, só para constar, acho que a Palma deve fica mesmo com o The Times That Remain, do Suleiman, com o Visages, do Tsai Ming-Liang correndo por fora - e Tarantino pode ganhar diretor, ou então qualquer outro prêmio, porque acho que Inglorious Basterds não vai sair de mãos abanando, apesar da recepção um pouco fria).

Então, falo agora sobre o novo trabalho de um diretor que eu gosto muito, mas que nos oferece nessa década uma filmografia bastante irregular. Estou falando de Woody Allen e o seu Wathever Works, que ganhou um trailer recentemente. Depois de algum tempo explorando territórios estrangeiros (a Inglaterra em Scoop e Match Point, e a Espanha em Vicky Cristina Barcelona), Allen parece que irá voltar à sua amada Nova York. Parece ser um filme muito idiossincrático, mas, pra falar a verdade, nem me animei tanto assim com o trailer, sem muitas surpresas. O que mantém meu interesse é, sem dúvida, o homem que interpretará o alter-ego de Allen: o grande Larry David, um dos criadores da melhor série do mundo (Seinfeld) e também uma outra muito bem-sucedida, Curb Your Enthusiasm, que infelizmente ainda não tive a oportunidade de ver. Sempre achei George Costanza muito similar a alguns personagens do Allen, e, como parece que ele foi inspirado no próprio Larry David, acho que sua escolha para o papel deve ser perfeita. A fotografia é do Harris Savides, de Gerry e Zodíaco (o que não quer dizer muita coisa, já que ele tinha a mesma função em O Gangster), com o elenco ainda possuindo nomes como Evan Rachel Wood e Patricia Clarkson.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tetro



O novo trabalho de Francis Ford Coppola pode ter ficado de fora da seleção oficial de filmes em competição no festival de Cannes, mas, de quebra, foi o escolhido para abrir a Quinzena dos Realizadores. O trailer do filme saiu ainda essa semana e, ao vê-lo, me lembrei logo de O Selvagem da Motocicleta
, talvez pelo preto-e-branco e uma atmosfera que remete diretamente a um Cinema feito no passado (uma coisa meio film noir). A trama gira em torno de um homem que decide procurar pelo seu irmão (o personagem-título, um escritor, vivido por Vincent Gallo, retornando após o fracasso - comercial e de crítica, mas não artístico, é bom lembrar - de The Brown Bunny) em Buenos Aires, tentando a reconciliação e relembrando os problemas que atingiram sua família no passado. Coppola passou uns dez anos sem fazer filmes (preocupado com as suas vinículas, alguns dizem) até que voltou em 2007 com Velha Juventude (que sequer estreou aqui no Brasil - mas foi devidamente baixado e devo vê-lo em breve) e espero que representem um renascimento pro cineasta de Apocalypse Now e A Conversação.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Funny People



Encerro o mês de Abril com mais um post para a "sessão" de notícias. Dessa vez, escolhi o novo trabalho de um cineasta que eu admiro muito, considerado o que há de melhor na "nova comédia americana", o Judd Apatow. Fez seu último filme há dois anos, o maravilhoso Knocked Up, e, nesse meio tempo, foi produtor de outros sucessos, como o Forgetting Sarah Marshall (que eu acho bem fraco e superestimado) e o bom Superbad, além de Pineapple Express, do David Gordon Green. O trabalho anterior já se voltava para um cinema de maior cunho dramático (e já em O Virgem de 40 Anos, mais escrachado, havia interesse em temas "maiores", como amadurecimento), apesar do humor ainda ser o centro do filme. Tenho a impressão de que esse Funny People seguirá ainda mais a linha da "dramédia". O protagonista da história, um comediante que descobre que possui uma doença terminal, tendo apenas mais alguns meses de vida, será interpretado pelo Adam Sandler, com o elenco contando também com Eric Bana e Jason Schwartzman (todos os três em suas primeiras colaborações com Apatow), além de habituais colaboradores do cineasta, como Leslie Mann (sua esposa, na verdade) e Seth Rogen, que viverá um amigo do personagem de Sandler.

A data de estréia nos EUA está marcada para o dia 31 de Julho, mas no Brasil acredito que ainda não exista previsão. O trailer segue abaixo, mas recomendo que vocês vejam somente até a metade, já que tem a maior cara de ser daqueles que contam o filme todo (também, com 3 minutos de duração...).



PS: O filme escolhido para a semana passada, The Limits of Control, do Jim Jarmusch, estreia nessa sexta nos EUA, e, no Rotten Tomatoes, sua porcentagem é, até agora, de 19% (tá certo que são apenas 16 votos, mas ainda assim...). Isso, obviamente, indicaria que o filme realmente será bom, mas também o Mike D'Angelo (que parece curtir os filmes anteriores do diretor - "I consider myself a Jarmusch fan, if not exactly a true believer."), daquele log cheio de fanboys, deu uma nota bem baixa, 35 (!). Só fico mais curioso para vê-lo depois dessas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cannes 2009



Há um ano escrevi um post comunicando sobre os indicados à Palma de Ouro de 2008 e repito o feito esse ano. Muitos nomes de interesse na lista, como o novo do Tarantino (Inglorious Bastards - que surpresa!), Resnais (Les herbes folles), Ang Le (Taking Woodstock) Haneke (Das Weisse Band), Johnnie To (Vengeance), Almodovar (Los Abrazos Rotos - esse não me interessa muito, na verdade), além de Tsai Ming-Liang (Visages, filme feito na França com elenco de peso - Mathieu Almaric, Jeanne Moreau, Fanny Ardant e Jean-Pierre Léaud), Elia Suleiman (The Time that Remains), Gaspar Noé (Soudain le Vide), Ken Loach (Looking for Eric - mas quem liga pra esse?), Marco Bellochio (Vincere), Park Chan-wook (Bakjwi), Von Trier (The Antichrist), mas não me anima tanto como a do ano passado (que tinha Martel, Desplechin, Dardenne, Garrel, Eastwood, etc.). Fora da seleção principal, teremos, no Un Certain Regard, novo trabalho do diretor de O Hospedeiro, Bong Joon Ho, com Mother (por que não na principal?); de Corneliu Porumboiu, romeno cujo último trabalho (À Leste de Bucareste) se tornou um hype meio injustificado, com Politist, Adjectiv; Kore-Eda (Kuki Ningyo), o mesmo de Ninguém Pode Saber, e também o brasileiro Heitor Dhalia, com À Deriva (não boto fé, aliás, mas espero me surpreender). Fora de competição vão ser exibidos ainda o novo Terry Gilliam, The Imaginarium of Doctor Parnassus, e Alejandro Amenábar (Agora), que não dirigia nada desde 2004, quando ganhou o Oscar por Mar Adentro.

Isabelle Huppert será a presidente do Júri, que ainda conta com Asia Argento e James Gray (que, nos EUA, por outro lado...). Para ver a lista completa, clique aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

The Limits of Control



Aproveitando que acabei de falar de um filme do Jim Jarmusch, o escolhido para essa semana é o seu novo trabalho, The Limits of Control, que já ganhou trailer (o vídeo abaixo) e que estreará nos EUA já no mês que vem (no Brasil creio que não exista ainda uma data definida). Segundo o IMDB, o filme falará sobre "The story of a mysterious loner [muito surpreendente, se tratando de Jarmusch, não?], a stranger in the process of completing a criminal job.", e para por aí. Como podemos perceber, muito pouco material foi divulgado, mas, por essa descrição, imagino que um filme mais próximo de um Ghost Dog, segundo uma linha mais voltada pro thriller, do que de um Flores Partidas, o último filme do diretor, feito há 4 anos. No elenco temos Bill Murray (que por si só já representaria uma razão preu ver esse filme), John Hurt, Tilda Swinton, Gael Garcia Bernal e Isaach De Bankolé (o sorveteiro haitiano de Ghost Dog), que aparentemente é o protagonista da estória.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Where the Wild Things Are



Bem, decidi que post como aquele sobre o novo do James Gray e o The Tree of Life serão uma constante aqui no blog. Pra evitar que ele fique jogado às moscas, vou tentar colocar pelo menos uma vez por semana um texto sobre algum filme de interesse que ainda não tenha estreado. Não vou marcar um dia exato para essas postagens, porque promessas como essa só servem pra não serem cumpridas. De qualquer modo, será uma "coluna" semanal.

Dessa vez, o filme que escolhi é o novo trabalho do Spike Jonze, Where the Wild Things Are. Ele ficou famoso nos anos 90 fazendo alguns videoclipes para bandas como Sonic Youth (como 100%), Beastie Boys (Sabotage) ou do Fatboy Slim (Weapon of Choice - sim, aquele do Christopher Walken dançando)e no Cinema, com Quero Ser John Malkovich e Adaptação, ficou conhecido pelo seu trabalho com o Charlie Kaufman. Depois de 9 anos sem lançar nada, Jonze agora trabalha na adaptação do livro infantil que dá nome ao filme, que conta a estória de um garoto que, após ficar de castigo, cria uma espécie de "universo particular" habitado por criaturas místicas. Será também será uma chance de confirmar se ele é ou não apenas uma cria do Kaufman. O trailer saiu recentemente e é sensacional mesmo, com "Wake Up", do Arcade Fire, como trilha (uma música que, aliás, parece se encaixar muito bem dentro do contexto do filme).

quinta-feira, 19 de março de 2009

The Lost City of Z



Semanas atrás eu falei sobre o novo filme do Terrence Malick, mas agora chega a vez de chamar a atenção pra outro filme que tem me intrigado bastante: The Lost City of Z, novo projeto do James Gray. Acho que as filmagens nem começaram ainda, mas Brad Pitt já foi escalado e parece que as coisas são sérias (espero, ao menos). A estória se passa inclusive aqui no Brasil, na região amazônica, baseado em um livro homônimo (foto acima), e, segundo o Wikipedia, "The Lost City of Z is the name given by Col. Percy Harrison Fawcett, a British surveyor, to a city that he allegedly saw in the jungle of the Mato Grosso region of Brazil."

O James Gray é um cineasta muito foda e que ainda infelizmente não parece ter ganho o devido reconhecimento (pelo menos fora da França - o Two Lovers, último filme dele e que parece ser fantástico, foi até lançado nesse país antes do que nos EUA - e o seu primeiro trailer foi, na verdade, uma bandé announce; trés chic, non?) e sempre dirigiu pequenos grandes filmes como o The Yards e Os Donos da Noite, mas, dessa vez, acho que as coisas vão tomar proporções realmente épicas (me cheira a um encontro entre Malick e Herzog, pra falar a verdade).



Excelente trailer (quer dizer, é bande annonce, foi mal aê!) do Two Lovers, que, segundo o IMDB, vai estrear em Abril aqui no Brasil, e que com certeza verei em DivX, já que, se chegar a passar aqui em Fortaleza, com certeza vai ser em uma única sala do Espaço Unibanco com uma cópia digital fuleira e mutilada.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tree of Life

Desde que eu vi no IMDB que Tree of Life, novo filme do Terrence Malick, tava em pós-produção, não cansava de esperar por um trailer. Depois que eu li algumas novas notícias (dentre as poquíssimas já reveladas - muito normal, se tratando de um diretor que passou 20 anos sem filmar) sobre, tenho quase toda a certeza que esse filme nunca vai estrear. Tá me cheirando a Heaven's Gate, filme maldito do Cimino e que eu sou louco pra ver. Vamos lá, sejamos realistas: se ele realmente quer fazer um filme com dinossauros em IMAX, o orçamento certamente será altíssimo, em um filme que muito provavelmente não dará a audiência necessária pra cobrir os gastos. Além de tudo, se Tree of Life realmente contar toda a história da humanidade (!), a duração deverá ser, no mínimo, sei lá, de uns 300 minutos (já que estamos falando de Malick), sendo que os produtores deverão cortar, no mínimo também, 150 (Por que? Bem, sabemos como eles são...). A coisa se complica ainda mais caso os boatos de que se trata de um projeto que será dividido em três (um na era dos dinossauros, outros nos anos 50 e uma outra nos tempos atuais, se não me engano) sejam de fato verdadeiros. Pra completar, os dois atores principais são dois astros em alta, Brad Pitt e Sean Penn, que, como sabemos, acabou de ganhar um segundo Oscar; são com certeza caríssimos, mas em compensação temos o fato de que ambos são bons modos de se chamar atenção em torno do filme.

De qualquer modo, não espero que fique pronto tão cedo, mas é, de longe, o filme mais aguardado por mim.


Cena incial de O Novo Mundo

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Le Eternauta

Segundo Kléber Mendonça Filho, sobre o suposto novo filme da Lucrecia Martel:



"Chama-se El Eternauta, aparentemente uma ficção científica, e se passa “depois de uma nevasca mortal em Buenos Aires”. Yeah."

Olha, podem me chamar de babão, mas esse notícia me animou como poucas. Promete muito.