sábado, 5 de julho de 2008

Agente 86

(Get Smart, 2008, Peter Segal)



Nunca assisti a nenhum episódio da série original (é, não é da minha época – mas sempre há tempo), logo não vou poder elaborar algum paralelo entre as duas versões ou fazer um comentário saudoso sobre Don Adams. Ainda assim, analisando-se o projeto de modo isolado, posso dizer que essa adaptação de Agente 86 foi até muito bem-sucedida, com Steve Carrel, genial (o que não é uma surpresa pra quem assisti a The Office – mas apenas 10 minutos de O Virgem de 40 Anos já seriam suficientes), interpretando um papel que lhe caiu como uma luva. Aliás, pode-se até dizer que grande parte do brilho deste filme reside em sua performance, mas seria uma grande injustiça em relação aos outros membros do elenco (talvez onde os maiores méritos de Agente 86 residam): Anne Hathway funciona muito bem como a parceira de Carrel; Dwayne Johnson cada vez mais mostra ser um comediante com um timing perfeito; Alan Arkin convence como o chefe e James Caan aparece como uma tiração de sarro genial com Bush (além, é claro, dos dois estagiários, um deles interpretado por Mais Oka, de Heroes).

É um filme que surpreendentemente consegue obter muito êxito ao trabalhar com o humor físico, apesar de uma hora ou outra apelar para um humor fácil (foi mal, mas piadas com gordos não funcionam comigo – tanto é que a cena da dança é possivelmente o momento mais fraco do filme). Também é uma espécie de metralhadora de piadas e felizmente a maioria delas funcionam, mesmo que esse tema de agentes secretos atrapalhados já esteja um tanto saturado. O bom é que o trabalho consegue aproveitar bem seus clichês, e os momentos em que isso não acontece não chegam a comprometer tanto o resultado.

2 comentários:

contra-regra disse...

Eu confesso a você que não cultuo muito essas adaptações de séries (principalmente depois de assistir Perdidos no Espaço e Starsky e Hutch). No entanto, até que Agente 86 me surpreendeu. Eu nem via a série tanto assim... mas o Steve Carrel conseguiu dar uma cara nova ao personagem. O que, por si só, já valeu (qualquer coisa que fuja da mesmice é válido).

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Rodrigo disse...

Eu também às vezes olho meio atravessado para adaptações, mas essa é bem legal mesmo. Steve Carrel é um gênio.