terça-feira, 23 de setembro de 2008

Three Times

(Zui Hao de Shi Guang, 2005, Hou Hsiao-Shien)



Daqueles filmes que se expressam melhor através das imagens que de palavras (e os diálogos são realmente curtíssimos). Hou explora profundamente os olhares e gestos dos personagens, com uma câmera agindo perfeitamente como observadora. A história é dividida em três: a primeira, passada nos anos 60, é a mais leve e otimista, e também minha favorita, disparada (com momentos que aproximam demais o filme de ser uma obra-prima); a que segue, agora em 1911, segue uma linha mais a linha de um melodrama trágico, mas o que se nota mesmo é a ousadia com que Hou decide narra-la, se apropriendo de características do cinema mudo; a última parte, nos dias atuais, talvez seja a mais introspectiva e melancólica (a que menos gostei - ou seria a que eu tive mais dificuldade?); em comum está, obviamente, o tema (o amor), e a sua atemporalidade. O que também impressiona é como Hou consegue unir estas três tramas de modo muito enxuto, homogêneo, o que falta a muitos daqueles filminhos divididos em episódios.

Um comentário:

Rodrigo disse...

Vi esse filme há um tempão, mas só fui perceber dia desses que tinha o rascunho salvo. É um comentário bem vago, provavelmente porque não chueguei a finalizar totalmente, e agora não tenho ele tão fresco na memória para completar. De qualquer modo, fica aí pra não deixar o blog abandonado e porque é um filme que merece pelo menos um pouco de atenção. ;)